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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tambor de Mina Volume 1 : Pai Francelino de Shapanan com Filhos da Casa de Minas Thoya Jarina


01- Verekête
02- Thoya Jarina (a- Ela vem de longe / b- Já chegou / c- Galo cantou)
03- Cabocla Mariana
04- Rei de França (Dom Luís)
05- Dom José (Rei Floriano)
06- Nação de Mina

Lançamento: Década de 80, Selo: Cáritas/A Universal.


Nota: Tambor de Mina é o nome genérico que a religião afro-brasileira recebeu no Maranhão e dalí espalhou-se pelo norte brasileiro. Com a fundação do Kuerebentan Toy Zoma-dônu (Casa das Minas) entre 1797 a 1815, de tradição daomeana, língua ewe-fon, cultuando voduns e a Nagon Abioton (Casa de Nagô), de tradição yorubana (Abeokutá), língua yorubá, cultuando voduns, orixás e gentís mas muito influenciada, esta última, pela Casa Jeje, além de outras casas tradicionais com o Terreiro do Egito (Ilê Axé Niamê), o Terreiro da Turquia (Ilê Nifé Olorum), surgiu dessa fusão o Tambor de Mina.

Pai Francelino (To Akosakpatá Azondeji) faleceu no dia 18 de fevereiro de 2007. Nasceu na ilha de Marajó (Pará) em 1949. Foi iniciado em 1964 e era neto de Mãe Maria Pia de Toy Verekete (Iraê Akoú Vonukô) e bisneto de Mãe Basília Sofia de Toy Lissá (Massionokou Alapongi), fundadora do Ilê axé Niamê (Terreiro do Egito).

Iniciado para o vodum Toy Azonce (Lego Xapanã), abriu sua Casa das Minas de Thoya Jarina dia 22 de abril de 1977, em São Paulo, localizada na Rua Itália, 462 – Jardim das Nações, na cidade de Diadema/SP, onde cultuava orixás, voduns e encantaria (nagô gentil). Foi feito por Mãe Joana de Xapanã – To Azonposibogi (Belém/PA), maranhense nascida à 20 de janeiro de 1893 e falecida dia 02 de julho de 1971. Deu obrigações de 14 e 21 anos (a última em 18.09.1985) com o Vodunnon Jorge Itaci de Oliveira - Ka Dam Manjá, do Terreiro de Tambor de Mina Iyemanjá, em São Luis/MA.

Pai Francelino de Shapanan dentre outros cargos foi:
- Coordenador do INTECAB – Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira, em São Paulo;
- Presidente do Conselho Religioso e de Ética, e Secretário Geral do Conselho Administrativo e Coordenador Geral dos eventos religiosos/culturais da Federação de Umbanda e Cultos Afro-brasileiros de Diadema, desde 1986;
- membro da Comissão de Assuntos Religiosos Afro-descendentes junto ao Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo; membro da equipe do Jornal Informativo Tambor;
- membro efetivo da Comissão Organizadora da Sessão Solene em homenagem à Comunidade Negra e à Cultura Afro-brasileira da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo/SP e, da Sessão Solene em homenagem à Iyemanjá na mesma Câmara;
- representante da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros no Culto Ecumênico organizado pela Prefeitura e Câmara Municipal de Diadema.

A Casa das Minas de Thoya Jarina cultua os voduns de tradição Jeje-Mina, alguns orixás-Mina, os Nagô Gentil e os Encantados. A dona da Casa é Thoya Jarina, da família do Lençol, comandante dos rituais de Tobossi e Princesas, tendo se atuado (incorporado) em Pai Francelino fazem 39 anos. Porém, quem comanda a casa é a Encantada Cabocla Mariana (a bela Turca), da família de Turquia.
Olubatás da casa de Thoya Jarina.

No Tambor de Mina, entre as principais famílias de encantaria são cultuadas:
- família do Lençol;
- família do Codó;
- família da Turquia;
- família de Bandeira;
- família da Gama;
- família do Juncal;
- família dos Marinheiros;
- família de Surrupira;
- família da Mata.

Entre os principais voduns estão: Toy Azonce (Xapanã), Toy Akóssu, Toy Dangbê, Toy Verekete, Toy Badé, Toy Loko, Toy Lissá, Toy Doçu, Toy Aguê, Toy Alôgué, Toy Azaká, Boço Jara, Boço Xadantã, Boço Von Dereji, Nochê Sogbô, Nochê Naê, Nochê Naveorualim, Nochê Eowá, Nochê Navezuarina, Nochê Abê, Nochê Nanan.

Dentre os orixás: Ogum, Odé, Xangô, Oxum, Oyá, Iyemanjá, Agê e dentre os gentis: Rei Sebastião, D. João Rei das Minas, Dom Pedro Angaço, Dom José Rei Floriano, Toy Zezinho de Maramadã, Rainha Bárbara Soeira, Rainha Dina, Rainha Rosa, Rainha Madalena e princesas.

A Casa das Minas de Thoya Jarina era dirigida pelo Toy Vodunnon Francelino de Shapanan que tem como auxiliares: Toy Hunjí Márcio Adriano de Boço Jara (Pai pequeno), Izadioncoé Sandra de Boço Xadantã (Mãe pequena), mais diversos Huntó, Alabê, Agaipí, Agbagigan, Vodunsi Poncilê e Agonjaí. Possui mais de 15 casas a si filiadas cujos dirigentes foram iniciados por Pai Francelino em São Paulo/SP, Diadema/SP, Manaus/AM, Belém/PA, Curitiba/PR, Almirante Tamandaré/PR, Mafra/SC, Porto Velho/RO, Santo André/SP, Ituiutaba/MG. A casa só toca em homenagem aos Voduns/Orixás e Encantados, em suas festas, ou quando ocorre alguma iniciação.

Este disco é dedicado à Encantaria, apresentando algumas doutrinas (como eles denominam as cantigas) para o Vodum Averekete, o patrono dos encantados fidalgos e para Thoya Jarina e Dona Mariana. O disco é marcado pelos batás – tambores horizontais, aqui no Brasil na maior parte dos terreiros tocados apenas em um dos lados - e pelos Xequerês e gã. É um disco raro, seja pela sua dificuldade de ser encontrado, seja pelo tipo de culto (existe um segundo volume que conseguimos a duras penas e soubemos da existência de talvez, mais dois, segundo nos informaram.).

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